segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

#104

Reviro os lenções
Procuro perfumes
E fecho meus olhos

Abro as portas
Perco os chão
Saio de mim

Encontro palavras
Invento um refrão
Te entrego minha confissão

Procuro a paz
Encontro a sua
Apenas sorrio

Não é timidez
Com o rosto junto ao seu
E com um sorriso cheio do seu

Desejo tudo

Desejo o mundo
Agarro o que posso
Será que devo?

Reviro as horas
Sinto o perfume
Estamos aqui

Fecho as portas
Continuo no chão
Nada é real

Me encontro ao espelho
Ouço minha voz
Repouso em paz

Descanso em palavras

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

#103

Adoraria mentir para o mundo
Dizer o quanto eu quero desistir
E o quanto eu apenas desejo

Todos aqueles pontos
Que desenhados com muita paciência
Completam cada detalhe do teu rosto

É perfeito
É limpo
É único

Aquelas notas soltas
Expressam tudo aquilo que não sai 
E por fim, nos tira o ar

Isso fica preso entre os dentes
E junto de cada sorriso
Um espasmo bobo

Difícil segurar esse peso
Fácil te encontrar na sua paz
Fazendo da minha paz
Você

Cordas soltas
E já não se pode segurar
A fé é uma piada, a dor  é méra coincidência

Saber lidar é viver
E esfregar toda a verdade de si em uma parede em branco

Não por mim
E menos por você
Mas talvez pelo muito

Pelo mundo
Imenso irreal
Pela distração

Em sua paz

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

#102

Não é tão fácil assim

São muitas estrelas
Muitos planetas na imensidão
Muito a dar de nós mesmos

Esticarei meu braço ao máximo
Farei todo esforço para mostrar
Todo amor que houver

E vos digo que é todo meu

Parecem pequenas gotas que caem dos céus e que molham muito pouco

Mas prometo que não se arrependerá

São pequenos fragmentos que mal
Posso descrever como sentimentos
Que mais parecem mais de mim

Desconheço oque acreditava conhecer
Apareço apenas por assim aparecer
Então desapareço simplesmente por desaparecer

De forma abstrata
Contraída pela gravidade
Com a menor vontade que se diz tão grande

Que se dane!
A gente só precisava crescer
Amadurecer em nós mesmos

Bem longe daqui ou de qualquer lugar que não seja bem aqui
Dentro de nós

Sorrir para ninguém
E estar bem com oque temos de melhor
Nós e os outros.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

#101

Morram todas essas estrelas
E nasçam novamente
Em uma nova atmosfera

Num plano diferente do meu
Diferente do eu
Diferente de nós. . .

Voz

Que entra em nossos ouvidos como navalhas afiadas
Constante, irreal.

Mova-se, fuja desse amor
Que insiste a estar perto do precipício e do desperdício insuficiente

E onde se encontra a suficiência,
Se todos os dias derrubamos copos e mais copos de lembranças?

É tudo tão vago
Parecendo estradas vazias de almas perdidas que "jogam" amor

Desejar, alcançar, desejar

Tolo

A paixão te dá uma nova rasteira
E o coração se equilibra na corda circense que esgoela sua  vontade

Tola

Que tenta dizer que não
Mas que ama com cada fibra de seu corpo, mas prefere o ar dos seus pulmões sujos

Acreditem
Somos todos iguais
E estamos todos no mesmo circo

Convivendo com sorrisos e lágrimas que crescem nos mesmos
Lugares

Em nós,
Vós,
Eles.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

#100

Não, me perdoe

Cada sentimento aqui
Sempre valeu a pena
Mesmo parecendo ser algo tão fútil

O peso de cada letra
O pesar de cada palavra
O amor em cada frase

Imperfeitas ou não
Não seriam as mesmas
Se nada disso tivesse existido

Estou de pé com essa caixa
E todas essas novas palavras que acabo de encontrar
Com todos os pedaços de papel
Que em belos dias se diziam memórias

Meros rascunhos
Que construíram todo esse enorme
Mundo que resumido a uma palavra
Eu chamaria de

Você

Ainda tento mesclar as melodias que crio para esquecer dos gritos que sempre deixo por aí

Moldo cada detalhe para que não se esqueça que essa ainda é a minha voz

Para que você entenda
O que não se pode explicar
Desde palavras mal feitas

À aquelas que dizem que te amo.

100 mais.


#99

Acabaram as palavras
Parece que elas saíram correndo por aí e não me avisaram ao certo para onde foram

Andei. . . Corri. . .
Fui aos lugares mais improváveis
Para encontrar metade de você
Mas eu nem mais espero

Encontrei parte de mim num pequeno pedaço de papel e o mais engraçado é que eu pareço gostar deste pedaço da história

Passamos tanto tempo escrevendo
a história, parte por parte e acabamos esquecendo de viver as melhores dela

Sem nome, sem rótulos e sem chão
Acho que não precisamos de nada disso para dizer quem somos ou oque queremos

Pequenos pedaços de papel
Pequenos papéis
Pequenas melodias

Sempre descrevem fatos
Simples e raros
E nos colocam sempre de volta nas histórias que nós mesmos contamos

Seja para quem for
Sempre tentaremos fazer das velhas histórias, as melhores e mais importantes

Algumas cheias de risadas e outras com tantas lágrimas que poderíamos encher alguns copos
até aqui

Hoje

Canto a melodia imaginando lentamente ...Amor.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

#98

A vista embassa
O navio continua a navegar
Não nosso dever impedí-lo
O que temos a entender da vida
Eu deixo para o sentimento que resta
Seja no início ou no fim

Muitos ainda precisam iniciar
Outros iniciam diversas vezes
Eu . . . Diria que não me importo em viver
Parece que cansamos das mesmas  respostas
São tantos sentimentos sem caminhos
E muitos que tinham caminhos, respostas. . .
Preferem respirar
Talvez haja esta possibilidade
Seja no próprio sorriso ou no de outro alguém
Sem espelhos, sem filtros, sem máscaras

Sob a luz do sol ou da "lua"
Nada se mantém coberto para sempre
Nem mesmo nossas estrelas

Nos encontramos em uma corrida
Que quanto mais nos faz feliz
Mais nos faz correr
Mas para onde?
Para quem?
Quem somos hoje?
Nós apenas crescemos,
E já perdemos o suficiente de nós para não dar o outro lado de nossa face
. . .
O navio continua a navegar
E desta vez nem você
Nem ninguém pode impedir

Experimente

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