quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

#109

Sigo em minha nuvem de ideias distantes e irreais
Ideais. . . Surreais

Procuro pelo simples
Que traga o sabor ideal
Necessário para seguir pelas veredas imaginárias

Procuro a imperfeição
Que clareia o além
Seja dos limites ou de nós

Oque realmente somos

Alma que não nos deixa cair
Que nos faz voar dentro de si
Dentro da caixa . . . raízes

Imperfeição traduzida em vozes
Que não passam da estúpida auto crítica

Não vejo essas armas em suas mãos
E acredite em mim
O fardo de minhas defesas eu já não possuo mais

Pois tudo faz pesar
Seja a consciência
Ou até mesmo os próprios lombos

Que só querem descansar

Em paz
Sem fardos
Sem vozes



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

#108

Levante-se

Não se culpe caso esse amor
tenha escorregado de suas mãos
E acidentalmente quebrou

Remonte e reviva
ou simplesmente siga naquela direção
Afinal, você sabe onde deve ir

Quantas vezes esse amor se quebrou
E quantas vezes você se levantou
Você ainda lembra?

Seus olhos se perdem
Mas não pelo que quebrou
e sim por aquilo que já não tem certeza

Amor

Não tema o novo tema
Sorria novamente, pois seu mundo
só depende de você

As flores que crescem
Os sorrisos que voltam
As cores a sua volta

E assim tudo se mantém vivo

Sem maiores explicações
Ou com maiores segredos
Os sorrisos simplesmente reaparecem

E aquele amor que veio de encontro ao chão e fez seu dia um pouco menos

Talvez não importará mais.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

#107

Estique seus braços

Toque quantas estrelas puder
Antes mesmo que elas digam adeus
E lhe esqueçam

Eu nunca soube oque elas tinham a dizer
Logo, me atenho observar seu fluxo
Que vai seguindo rio abaixo

Sempre dispostas a seguir naquela direção
Encontrando seus limites fora de si
E entregando sorrisos

Obrigado

Talvez eu não precise saber, entender e morrer
Mas porque não me perder meio a esse fluxo?

E se esse rio pudesse parar

Só por alguns minutos
E quem sabe poder alcançar
Através de estúpidas canções de ninar. . .

Aquela paz que só consigo encontrar
Dentro desses olhos castanhos

Continuo seguindo o fluxo
Esse sentido, nesse tom
Bem devagar

No caminho destes olhos castanhos.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

#106

Canto

A voz ecoa somente para mim
As paredes repetem com minha voz
Todas a palavras que tenho para você

Não é tão estranho
Este lugar já foi tão visitado
E hoje permanece como deixei

Não cobri seu rosto
Eu ainda preciso saber do que são feitas todas estas coisas

Do que eu sou feito

Estou disposto a saber
O que realmente existe do lado de cá, pois não são apenas medos

Existe um quebra cabeças mal montado
Partes da história da qual não fui feito
Da qual faço questão de esquecer

Guarde com você
Não peço-lhe tanto
Mas que salve isto de mim

Estamos voando baixo
demais. . .

Todos esses ritmos
Tons e vozes
Mantém tudo que conheço mais vivos

Uma simples vogal
Faria o maior e mais completo
E essas feridas jamais seriam questionadas

Seriam?

Minha voz ecoa nessas paredes
E nada mudou desde que eu parti
Todos esses vestígios só mostram que nada é menos que antes

E que cada vez mais
Toda essa empatia
É para aquele que se mantém

Eu?

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

#105

Só agora me dei conta da distancia

Você poderia me ouvir daí?

Escrevo para as estrelas
Sonho todos os dias
Jamais tirariam elas de mim

O céu me é  suficiente
Os olhos poderiam se fechar
E descansar o quanto quisessem

Ninguém pode me roubar daqui
As nuvens se parecem com a paz do sorriso que só me ganhar

E ninguém vai tirar isso de mim

Abro cada janela
Olho por cada um destes portais
E não estou fora

As minhas raízes sobrevivem
Eu não pareço tão longe
Mas não pareço estar aqui

A gravidade já não me alcança
E essas mesmas raízes
Já não querem estar tocar o chão

Não quero a lucidez que nos encadea a liberdade do simples
Do complexo basta o "eu"

Que rouba o principal
Se torna o centro inquestionável,
Absoluto e fugaz

Eu quero a paz da sua paz
Do olhar que não me deram
O pecado do seu eu

Hoje
Eu quero mais dessas estrelas
Pois ninguém pode me roubar.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

#104

Reviro os lenções
Procuro perfumes
E fecho meus olhos

Abro as portas
Perco os chão
Saio de mim

Encontro palavras
Invento um refrão
Te entrego minha confissão

Procuro por paz
Encontro na sua
Apenas sorrio

Não é timidez
O rosto junto ao seu
..................................

Desejo tudo
Desejo o mundo
Agarro o que posso

Será que devo?

Reviro as horas
Sinto o perfume
Estamos aqui

Fecho as portas
Continuo no chão
Nada é real

Me encontro ao espelho
Ouço minha voz
Repouso em paz

Descanso em palavras

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

#103

Adoraria mentir para o mundo
Dizer o quanto eu quero desistir
E o quanto eu apenas desejo

Todos aqueles pontos
Que desenhados com muita paciência
Completam cada detalhe do teu rosto

É perfeito
É limpo
É único

Aquelas notas soltas
Expressam tudo aquilo que não sai 
E por fim, nos tira o ar

Isso fica preso entre os dentes
E junto de cada sorriso
Um espasmo bobo

Difícil segurar esse peso
Fácil te encontrar na sua paz
Fazendo da minha paz
Você

Cordas soltas
E já não se pode segurar
A fé é uma piada, a dor  é méra coincidência

Saber lidar é viver
E esfregar toda a verdade de si em uma parede em branco

Não por mim
E menos por você
Mas talvez pelo muito

Pelo mundo
Imenso irreal
Pela distração

Em sua paz

Experimente

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