quinta-feira, 12 de abril de 2012

#27


Moro só...
Aqui escondido em minhas cavernas
Sem me mostrar para o que há lá fora

Não preciso que ninguém me veja
E tenho medo do que pode acontecer
Caso eu saia por aí, sem destino

Sou só mais um no meio da multidão

A chuva cai e acaba molhando a todos nós
Difícil fugir do que vem de cima
Inclusive dos pensamentos em minha cabeça

Pesados como bigornas
Não me deixam andar para onde quero
E não me deixam mover o mundo

Só mais um na multidão

Que quer ir além de palvras e frases
Que gosta do divino e profano
Que respira o ar que nos corroe

Que não quer ser mais um não multidão...

2 comentários:

  1. Muito interessante a forma como o poeta consegue captar a essência de sentimentos tão comuns e complexos ao mesmo tempo, a forma como descreve conflitos de forma simples e bela é sem dúvida uma mistura que encanta aos leitores. Parabéns.

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