domingo, 23 de dezembro de 2012

#49


Há quem possa andar por ai
Sem um caminho correto
E com um bocado de sonhos nas mãos

O ar,
Pode parecer encher
Os pulmões deste velho homem

Que não quer saber
A diferença no "NÃO"
Ou na retidão

Pagão ou não
Que diferença faz?
Pois nem sempre

Há de haver importância no perdão

Para alguns, o mundo é tão pequeno
Que as margens dos rios
Por pouco não se tocam,
Por pouco não se machucam

Talvez haja quem prove o contrário

Aqueles que realmente
Não se esquecem
Que todos aqui

São feitos de carne e osso
Com coração e calor
E que põe um pouco de si

Naquilo que faz
Naquilo que vê
Em tudo que respeita.

Que põe um pouco daquilo
Que realmente importa
Sem medo de gastar ou de perder

Afinal...
Não há amor gasto
Que não trate de se recriar

De se inventar
De se doar...






sexta-feira, 30 de novembro de 2012

#48

Peças...

Não existem peças perdidas
Não existem peças sem sentido
Mas estas espalhadas

Por falta daquilo que nos falta
E que não se entende
Por ser tão grande e sem sentido

Às vezes chega a nos engolir

Algumas coisas
Não precisam de nome
Mas de um pouco mais
De nossa atenção

Sem maiores explicações

Não precisamos fingir a liberdade
Mas fingir sorrisos,
Torna-se tão inevitável
Quanto quebrar nossas próprias correntes

Triste liberdade
Esta que nos frustra
Que nos faz iludidos
Por nós mesmos

Falsa como ventos
Que não nos impulsiona,
Mas nos chacoalha

E não nos traz bem algum

Ou estaria enganado?

Verdades desvendam verdades
E por sua vez, caminhos
Por onde podemos fugir

Reencontrar o que foi
Perdido ou roubado
Durante toda a vida

Quem sabe ate
Encontrar sonhos,
Desejos, e com um pouco de sorte
Direção.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

#47

Pois...

Acho que não há limites
Para aquilo que existe
Dentro daquele mundo

Debaixo daquele teto

Podemos inventar o que quisermos
E desta vez,
Nenhuma tristeza será convidada

Enquanto sonhar nos fizer bem
Faça apenas um sinal
E eu inventarei outros sonhos para nós

Tanto nos pode acontecer

Estando abertos ou não
A vida permanece sendo
Uma enorme caixa de surpresas

Queira ou não
Goste ou não
Ame o ame

Pois é a única coisa
Que com toda certeza
Não podem arrancar de nós

Sejam mágicos ou feiticeiros
Ou só alguém que não acredita
Em meras bobagens

Afinal,
O que seria da fé se Deus não estivesse bem ali?

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

#46

No limite de nossas vozes

Até onde puder chegar
Para que não se importe,
Caso venha se perder

O céu não é o limite
E afinal, de qual deles
Ousaríamos dizer?

Parece estar tão longe
Esta liberdade com a qual
Sonhamos e inventamos

Já dizia eu
"Pobres pássaros"

Pois voam,
Mas por todas as vezes
Voltam ao solo

Como num momento único
De fechar os olhos
Ou no abrir dos braços

Encontrando a perfeição do alto
Esquecendo o solo que nos segura
Abandonando o que para nós
Não faz diferença

Que bom que nossas dores
Não alcançam os céus
E não tocam nossas asas

Pois se acontecesse...

Nossos olhos se abririam
E nossas asas se fechariam
Nos deixando a deriva.

Descendo...descendo...

Descendo.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

#45

Sejam os céus
Cheios de graça e formosura
Cheios de nuvens e doçura

Como aquilo que sentimos
E desde o início acreditamos
Dando os nosso votos

Há quem possa nos enganar?

Os trilhos seguem na mesma direção
E os rabiscos no chão só afirmam
Pois são todos nossos

Olhos preciosos
Que hão de me olhar todas as manhã
E me dizem claramente

Que não há amor tão lindo quanto o nosso

Para que fique claro
Tudo isso vai além de um sonho
Com todas as coisas que sempre quis

E como pensamentos...

O perfume daquilo que sempre pintei
Com características que só os sonhos conhecem
Com olhares que eu sempre desejei

Trazendo a mim a certeza
De que Deus sempre esteve por aqui
E de que o mesmo nunca...

Nunca se esqueceu de nós


terça-feira, 25 de setembro de 2012

#44

Sementes não nascem em pedras...

Quem sois vós
Para que apague sem piedade
Os sonhos daqueles que sonham?

Que vontade é essa
Que dizima a diferença
Só por ela não ser igual?

Que desejo é esse de defender
Fazendo com que o outro,
Não veja mais a luz do sol ou
O belo brilho das estrelas?

Quanto egoísmo...

Que parece com suor que escapa de você
Mas que por sua vez...
Só lhe fazem bem

Ah, se você soubesse
Como as palavras
Sejam grandes, sejam pequenas

Ainda me tiram a vida...

O amor não é feito de egoísmo
O amor não é amigo do ódio
O amor...

É  a convicção de que o outro
Voltará mais e mais vezes
Somente para mostrar-se
E amar...

Como aqueles que vivem
E por si só
Respiram o bem que aprenderam

Assim como lhe foi ensinado

Mas se por acaso do acaso
Estas palavras forem meras mentiras
Ou apenas escritas em vão

Acredito eu
Que não existe um por que
Para amar ou ser amado.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

#43

A música acabou de começar

Agora faça silêncio
E simplesmente, me deixe descansar
Pensar um pouco

Não há como sintonizar-me agora...

Há muito barulho a nossa volta
Muito desperdício fugindo de nós
E o foco se perde

Não deveriam existir tais momentos...

Palavras as vezes escapam
Assim como olhares e pensamentos
E mais que isso...causam dor...

Não existe um porque

Mas se sim
Eu juro que jamais procurarei
Tais acidentes inúteis

Assim como arranhões
Mas prefiro acreditar
Que não precisamos deles

...ao menos para sempre...