segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

#153

Soa como. . . 

A juventude que cabia 
A cada música que tocava 
E que se expunha 

Cada palavra que saia daquelas cordas 
Resoava anos de distância 
E alcançava o hoje 

E me acertava 
Como bem podia 
E poderia ser somente uma conversa 

Mas eu caí aqui 
Bem aqui, antes de quem sabe 
Poder respirar 

E quem me dera 
Poder deixar a chama nos queimar Mas tudo que aprendi 

É que não há 
Como estar seguro o tempo todo 
E saímos mais uma vez 

Queimados 
Dormentes
Sem voz

Como em qualquer filme 
Sendo a vida a maior irônia 
Porque estamos ainda de pé

Mas a alma 
Parece estar tão longe 
E tão morta 

Que nem encontrada deseja ser 
Nem encontrar 
Ou continuar onde está 

O traço imperfeito
O plano perfeito 
O caminho mal escrito 

Entre todos os passos 
A alma permanece de pé 
Sempre incompleta

Mal feita.

Nenhum comentário:

Postar um comentário