terça-feira, 29 de julho de 2025

#152

Nunca foi sobre o escritor

Ele nunca existir
E talvez tenha eclodido
Antes de avistar qualquer luz

Os pensamentos em palavras
Somente veem a luz do sol
Pela sorte dos devaneios

E assim nasce e morre
O senhor escritor
O amante não das palavras

Mas do sentimento encruado
Pela falta da presença
Da vida que almeja respirar 

A arte feita sob rascunhos
Em papéis de pão
Divididas por fases e estações

Onde estava esse tempo todo
Senhor escritor?
Onde estava sua arte

E quem sois vós para que se autodenomine como tal?

Não há máscaras
Mas incertezas e o não mérito
Pois não há algo que o faça merecer

São só as palavras perdidas
Que como o Senhor,
Também não deveriam ter nascido

Então, por favor
Mantenha-se onde está
Se esconda e não finja

Fique entre suas notas
Pequenas, curtas
Harmonicas

Perceptíveis só para ti
E me deixe de uma vez
Respirar sem seus pulmões


Acinzentados


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