Talvez...
Eu possa arriscar
Por que o céu é azul
Ou por que os corações batem
Por que não temos asas
Ou se quer algum dia
Aprenderemos a voar
Mas isso
Eu entrego aos sonhos...
Estar com os pés no chão
Sem medo de afundar
Ou com confiança nos céus
Mas existem coisas
Que não nos pertence mais
Deixar a vida ser levada
Não só por ondas de prazer
Mas por eternos sorrisos
Reais e responsáveis
Respirar tudo aquilo
Que os olhos não podem ver
E sonhar com aquilo que as mãos
Jamais tocarão
Quem se importa com o amanhã
Tendo em vista que este
Jamais chegará
Ao menos é o que dizem
E com o tempo
Eu apenas comecei a crer
E deixar o amanhã cuidar de si...
...eis que só precisamos de alguns minutos para mudarmos por completo as nossas vidas...
quarta-feira, 9 de maio de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
#28
As vezes o homem precisa de algumas palavras
Palavras estas
Que não nascem em árvores ou sequer
Brotam em nossos jardins
Outras vezes
O menino se sente sozinho, vazio
Desesjando encontrar alguma fenda
Por onde sua virtude se perde
Leões o encontram a cada dia
E mais do que nunca aquele menino
Precisa de um abraço
Daqueles que afagam e protegem
Que fazem o mundo girar...
Mas o menino não deveria estar aqui...
Onde foi a segurança daquelas nuvens
Que mais se pareciam travesseiros
Prontas para aparar nossas quedas
Ou ouvir nossas lamentações
Pois nem as estrelas
Tem tido segurança
A queda é livre, sem obstáculos
Sem mãos para segurá-las
Só olhos a admirarem a sua queda...
Palavras estas
Que não nascem em árvores ou sequer
Brotam em nossos jardins
Outras vezes
O menino se sente sozinho, vazio
Desesjando encontrar alguma fenda
Por onde sua virtude se perde
Leões o encontram a cada dia
E mais do que nunca aquele menino
Precisa de um abraço
Daqueles que afagam e protegem
Que fazem o mundo girar...
Mas o menino não deveria estar aqui...
Onde foi a segurança daquelas nuvens
Que mais se pareciam travesseiros
Prontas para aparar nossas quedas
Ou ouvir nossas lamentações
Pois nem as estrelas
Tem tido segurança
A queda é livre, sem obstáculos
Sem mãos para segurá-las
Só olhos a admirarem a sua queda...
quinta-feira, 12 de abril de 2012
#27
Moro só...
Aqui escondido em minhas cavernas
Sem me mostrar para o que há lá fora
Não preciso que ninguém me veja
E tenho medo do que pode acontecer
Caso eu saia por aí, sem destino
Sou só mais um no meio da multidão
A chuva cai e acaba molhando a todos nós
Difícil fugir do que vem de cima
Inclusive dos pensamentos em minha cabeça
Pesados como bigornas
Não me deixam andar para onde quero
E não me deixam mover o mundo
Só mais um na multidão
Que quer ir além de palvras e frases
Que gosta do divino e profano
Que respira o ar que nos corroe
Que não quer ser mais um não multidão...
segunda-feira, 2 de abril de 2012
#26
Nestes dias
Eu só preciso ouvir sua voz
Longe do barulho dos ventos
E do mar
Sentir o perfume
Que me dá um sorriso diferente
A cada dia que se passa
Sentir o mundo girar...
O coração bate depressa
E as vezes tão lento
Que já não entendo
Se é bom ou mal
E o que preciso entender...
Prefiro estar desse jeito
Sem saber o que há de acontecer
E mais que isso
Permanecer assim...
Meio sem jeito
Sem mais palavras
E com meu sorriso estampado no rosto
Acreditando em tudo
E principalmente
Sempre...
Em nossos sorrisos...
Eu só preciso ouvir sua voz
Longe do barulho dos ventos
E do mar
Sentir o perfume
Que me dá um sorriso diferente
A cada dia que se passa
Sentir o mundo girar...
O coração bate depressa
E as vezes tão lento
Que já não entendo
Se é bom ou mal
E o que preciso entender...
Prefiro estar desse jeito
Sem saber o que há de acontecer
E mais que isso
Permanecer assim...
Meio sem jeito
Sem mais palavras
E com meu sorriso estampado no rosto
Acreditando em tudo
E principalmente
Sempre...
Em nossos sorrisos...
sexta-feira, 23 de março de 2012
#25
Hoje pela manhã
Me perguntei se era pecado
Te amar desse jeito
Deixando que as estrelas me encontrem
Fazendo com que eu chegue aos céus
Bem assim, sem sair do chão
Sem sequer tirar um só dedo
Da superfície que me sustenta
Sem fugir do amor que segura
Sem fazer algum esforço para ser feliz
Sem notar os aviões ao meu redor
Ou o ruído dos carros...
Seriam ônibus?
As estrelas se recolhem
Mas o perfume do seu dançar permanece
Junto de fragmentos que me compõem
E agora já não me pergunto mais
Se é pecado ou se deixa de ser
Este enorme e residente amor
Mas seria pecado deixar de ser feliz?
E as respostas voltam
Se intimidam
E se esvaem com o tempo...
Me perguntei se era pecado
Te amar desse jeito
Deixando que as estrelas me encontrem
Fazendo com que eu chegue aos céus
Bem assim, sem sair do chão
Sem sequer tirar um só dedo
Da superfície que me sustenta
Sem fugir do amor que segura
Sem fazer algum esforço para ser feliz
Sem notar os aviões ao meu redor
Ou o ruído dos carros...
Seriam ônibus?
As estrelas se recolhem
Mas o perfume do seu dançar permanece
Junto de fragmentos que me compõem
E agora já não me pergunto mais
Se é pecado ou se deixa de ser
Este enorme e residente amor
Mas seria pecado deixar de ser feliz?
E as respostas voltam
Se intimidam
E se esvaem com o tempo...
terça-feira, 13 de março de 2012
#24
Quem sabe...
Posso fechar os olhos
Descansar depois de tudo
Encontrar cada vez mais os seus braços
E finalmente aquilo que procurei
Viver esperando estrelas...
Creio que não preciso mais
Há algo bem maior que elas
Bem maior que os astros
Liberdade...
O que nos permite respirar
Que tira todo o sufoco do peito
A não ser por essa saudade que aperta.
Aquele peso...
Não existe mais
Um alívio maior surge
E finalmente é possível sentir alguma paz
E aquela fé que move montanhas
Retorna aquela velha casa
Chamada...
Eu.
Posso fechar os olhos
Descansar depois de tudo
Encontrar cada vez mais os seus braços
E finalmente aquilo que procurei
Viver esperando estrelas...
Creio que não preciso mais
Há algo bem maior que elas
Bem maior que os astros
Liberdade...
O que nos permite respirar
Que tira todo o sufoco do peito
A não ser por essa saudade que aperta.
Aquele peso...
Não existe mais
Um alívio maior surge
E finalmente é possível sentir alguma paz
E aquela fé que move montanhas
Retorna aquela velha casa
Chamada...
Eu.
terça-feira, 6 de março de 2012
#23
Mas...
De que adianta guardar o amor
Dentro de suas mãos
Sem que ninguém veja?
E sem que você viva...
E porque ter tal vocação
Se esta só se faz
Perdida entre nada e
No meio de todos?
Que existência é essa
Que faz das lágrimas ricas
Tão importantes
Dolorosas e cheias de graça...
Que doença é essa
Que nos torna tão perdidos
Que nos faz quebrar regras
E sentir tal aperto
E que pecado é esse
Que aprendi a chamar
Não mais...
Não menos...
De amor.
De que adianta guardar o amor
Dentro de suas mãos
Sem que ninguém veja?
E sem que você viva...
E porque ter tal vocação
Se esta só se faz
Perdida entre nada e
No meio de todos?
Que existência é essa
Que faz das lágrimas ricas
Tão importantes
Dolorosas e cheias de graça...
Que doença é essa
Que nos torna tão perdidos
Que nos faz quebrar regras
E sentir tal aperto
E que pecado é esse
Que aprendi a chamar
Não mais...
Não menos...
De amor.
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