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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

#131

Gravidade

Que já não causa medo
Nem da queda e nem das leis
Que machucam a cada segundo mais

Quando se descobre
Que és  feito do traço mal feito
Imperfeito

É aí que passamos a enxergar
Que tudo a nossa volta
Não passa da mais pura imperfeição

Que alimenta dia após dia

O presente se repete
O amanhã  já não é interessante
O ontem se revira

Das marcas aos troféus
Os sorrisos querem sempre estar
Perto daquilo que não  foi

E quem não foi
Dá adeus
E dá espaço para o amanhã

Que nenhum peso tem

Apenas perceba que
A coragem no caminhar
Depende apenas do seu equilíbrio

E que nos falta apenas enxergar
Que sós como nós . . .
São todos esses que como vemos

Não conhecem tão bem
A tal ansiedade
O tal do desespero

A maldita gravidade







quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

#127

Devaneios

Encontrados em cada esquina da vida
Em cada estrela roubada
Dos lugares que nunca fui

Mais parecem sonhos
Que prefiro chamar de
Distantes quimeras que mal  controlo

Vidros quebrados
E com um pouco de sorte
Apenas arranhões 

Que trazem a tona o sim e o não 
Mostrando cada vez mais
Novos arranhões 


Que não fiz


Não há nada diante daquelas nuvens
Que me faça acreditar
Que essa tempestade vai parar

Talvez os sorrisos
Sempre os sorrisos
Que estão  tão perto 

Que mal consegue-se ver
Que o desejo não consegue conter
A forma aleatória do ciclo 


Indo de encontro ao fim


Na direção dos loucos
Que não se contém 
E espalham por todo caminho seus DEVANEIOS

Não importa onde
Ainda se podem encontrar
De forma tão súbita 

Como seus novos arranhões .