sábado, 13 de fevereiro de 2016

#78

Cortem aquelas asas, 
Eles não  precisam mais delas. 
Não mais de cada sorriso
E nem mais da noite que se passa.

Seus  sorrisos já  foram copiados, 
Seus gestos guardados
E sim,  mais uma parte de você. 

Não precisamos mais daquele quadro
E as palavras que persistem em permanecer a nossa volta
Continuam com o mesmo sentido. 

Tem uma multidão olhando em nossa direção
Cada deles em suas janelas inquebráveis e
Com seus olhos maiores que os nossos

Eu tenho medo
Que esse buraco aumente cada vez mais,  e que todo esse controle que temos se perca pelo maldito tempo

... Acho que devo recomeçar

Cortem essas asas que vos entrego
Não precisamos mais voar para lugar algum. 
A dádiva de enxergar já não  parece tão importante também

As cópias que só  eu tinha guardadas comigo foram "perdidas"
O vento "levou"  uma a uma. 

Resta minha parte que ainda está  aqui
Naquela quadro.  
Todas as palavras descritas ali,  me explicam tudo que eu preciso saber e entender. 

Amor, felicidade, sorrisos... Sorriso,
E todo resto no qual acredito mesmo não  fazendo nenhum sentido. 

Os olhos que desejam ver sempre um pouco mais, 
Se deparam com uma janela e uma pequena fresta para estes enormes olhos

E sim...

Eu tenho medo
Que talvez esse buraco aumente cada vez mais,  e que todo esse controle que temos se perca pelo tempo.






domingo, 1 de novembro de 2015

#77

Eu confesso
Pois, sim o pensamento  está  aqui e
Não  quero morrer guardando-o só  comigo

Talvez estejamos pagando por amar demais
Por lembrarmos de tanta honestidade
E principalmente por medo de nós

Perdemos o sentido...
Os sentidos...
O chão...
O nosso chão

Respiramos o mesmo ar
Passamos pelos mesmos lugares
Encontramos as mesmas pessoas
Inclusive a nós  mesmos

Não nos digo mortos
Talvez vivos e em outra dimensão
De uma verdade criada só porque  queremos acreditar em algo e sim!
Ter algo para acreditar

Deus, felicidade, Alah
Sei lá!
Só queremos respirar

Poderia dizer...o mesmo ar...?

Temos nossas armas
Podemos ir onde quisermos
Desde que estejamos dispostos
A pagar o preço  ideal

O preço  da vontade
Que se imagina qual seja
Mas que possui um valor real

Afinal o que  é o tempo?
Não  o dividimos  mais em horas, sol, lua, mas em momentos de felicidade, tristeza.

Mas sempre de sorrisos
Forjados apenas pela existência
Daquele ser...

É  assim que nos dividimos
Naquilo que queremos viver
Doa o que doer.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

#76

Não queria que falássemos dos erros
Mas a vida também é feita deles
De escolhas erradas e de erros
Que se tornam acertos
Vivos estamos
Sei disso porque respiramos
Pois consigo me manter de pé
Durante todo o dia
Todos os dias
Porque respiro, porque sinto
Apesar de "pesares"
Mantemos uma reta estrada
De palavras mal ditas... malditas
Mal escritas, mal feitas... Não escritas
Jamais ditas
Pensadas por minutos
Que voam como uma simples folha no tempo
Ou como a beleza gastada pelo tempo
Que não nos deixa pensar
Afinal é tão curto
Que cada segundo nos rouba um pequeno pedaço da grande vida que levamos a sós
De nós para nós
Do eu para mim
De mim para o eu
Do eu que se perdeu
E passa a entrar num interior um tanto quanto fundo
Aberto para si só
Falo com um eco
Que me mantém acordado
Transpondo, oque quer dizer o coração nesse momento?
Não importa,  já me basto por agora
Com o som da voz a quase cantar
Pela vida que bate sem se quer notar
...........
É tão bom saber continuar
O coração agradece.

quinta-feira, 19 de março de 2015

#75

Não sei se consegue ouvir a minha voz

Ainda está por aí?

Estas flores desabrochadas dizem que sim,
Só por isso vim aqui
Para ter a certeza dessa presença

...

Me encontro de olhos fechados,  fazendo uma oração por nós dois
Pedindo por tudo

Pelo que ficou ou pelo que se foi
Por cada palavra ou pelo mesmo motivo
Pelo talvez ou pelo vazio que talvez
Há de ser preenchido

Não precisamos de muito
Não precisamos do mundo
Não precisamos desse espaço

Mas da pouca fé

Me agarro em tal vontade que torna tudo
simples
Sem medo do ar que nos enche e bem menos das estradas que nos esperam
Somos livres,  somos simples

Respirando sempre um pouco mais daquilo que deveríamos fugir
Aprendendo que sem nossos pés não vamos à lugar algum
Pensando que acima de tudo

Somos eternos
Mas que mentira...

No máximo nos tornariamos algo como histórias que em muito já nos traria felicidade
Bem como ser lembrado por alguém "importante"

...que mal sabe se você existe...

Quem sabe tenho deixado de existir
Ou por fim, apenas uma história que um dia...

...tenha sido contada.

terça-feira, 29 de abril de 2014

#74

Parece que estamos no mundo da lua

Esquecemos do tempo
Esquecemos do verbo
Esquecemos de nós

Nós  não permitimos
A nossa passagem para o outro lado
Para viver outra vida

Vida sem graça
Esquecida e sem cansada
De poucas histórias

Poucos amores

Com muito a dizer
E ainda sim
Com mais a se ouvir

De lembranças que muitas vezes
Encontram-se bem escondidas
De baixo da pele

Fina, frágil, sensível
Sem qualquer experiência de vida
Sem graça, cansada...

De poucas histórias

Que se repetem com o dia a dia
Sem muitas novidades
De muitas surpresas

Mexendo com caminhos
Aguardando o momento para acontecer
E assim enlouquecer

Por amores, louvores, sorrisos
Por coisas que realmente...
Nos fazem mover

Que comove à cada um
Que por um pouco de paz
Se mantém guardado em si

Sem se esvair.

sábado, 1 de março de 2014

#73

Um brinde à juventude

Aos bons tempos que esteve ao meu lado
Por me fazer feliz, por me permitir
E pelo ânimo nos dias de sol

Também pelos dias chuvosos
Em que não sentia medo da chuva
Ou de raios

Já não decifro mais
Tudo aquilo que se encontra a frente
O que realmente importa parece ter passado

Quando estava distante de todos

Horas perdidas e horas ganhas
Só por pensar
Dentro do mundo só meu

Se importava ou não
Só eu sei e só eu vivi
Ou melhor, pensei, sonhei

O que posso dizer!?
Valeu cada minuto, cada segundo
Dando importância ao que importou

Enquanto todos estavam longe

Não mais importa
Aquele sorriso que não sorri mais
Pois este se foi por tantas vezes...

Lembro bem de cada momento
De cada dia de escuridão
De cada barulho do silêncio

Uma pena que tenha vivido o mesmo
E não tenha aprendido nada
Sabe lá Deus

Que o egoísmo é mais em mais

Mais para vocês
Mais para ninguém
Mais para todos nós

Já me perguntei por tantas vezes
...importância besta
Dada por mim para mim

Talvez amar as estrelas
Não me faça tão bem
Afinal...elas nunca foram...

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

#72

É o fim de mais túnel

Sem possibilidades de voltar atrás
De pausar o relógio
E de desistir de suas vidas

Não que você tenha mais de uma
Mas significa que pessoas ao seu redor
Com certeza acreditam em você

Por aquilo que és
Mesmo que só em essência
Ou por alguma lembrança

Não há do que temer se não de si

Se tiver de correr corra,
Mas não fuja do está à sua volta
Você vale bem mais que imagina

Voe se tiver de voar
Agarre oque tiver de agarrar
Mas pense, pois é preciso pensar

Nada cai dos céus
Nada se vai por acaso
E nem surge do além

Então cabe a nós saber oque
Realmente importa por aqui
Perto de nós

Bem perto de nós...

Talvez um pouco do amor
Que escorre por entre nossos dedos
E vai direto ao chão

Que valor tem este
Se poucas pessoas se importam
Ou se poucos apenas não se importam

Fugir de si
Nada mais é do que negar esse amor
Amor que te mantém de pé
Que fortalece a nossa base

Que perde valor a cada dia
Horas...
Minutos...
…Vida.