Tentando andar dentro de nosso próprio lar
Mas se escorando em qualquer lugar
Com medo de uma queda
Ou de um tropeço
Onde bem deveríamos conhecer
Alguns dias mereciam não nascer Deveriam somente não existir
Oque podemos tirar deles são apenas dor
Quem cego está
Não deseja nada
Além de deixar o sangue escorrer pelos seus olhos
E até sujar suas mãos
Alguns passos a mais
E mais uma aquarela feita
Em uma das paredes da sala
Só mais um tropeço
E não há supresas
Mas a certeza de uma nova arte a nascer
As vezes a gente só quer que acabe
Arte, e o sentimento que ela trás
De se abrir e se perder
Entre os próprios dedos
Olho uma última vez para todos estes desenhos
Se tornando repentinos
E uma praia enorme que não damos conta
Observamos e deixamos se destruir Deixando os mesmos passos na areia E os pares seguem até o mar
A observar,
A absorver...
O mar.