...eis que só precisamos de alguns minutos para mudarmos por completo as nossas vidas...
sexta-feira, 29 de março de 2013
#65
Aqui é bem alto
Consigo ver o mar e seus barcos
Pessoas e suas vidas
O vento e o seu destino
As águas dizem o que querem
Se mexem como bem entendem
Enganam como bem sabem
Não há um limite para o mar
Nem mesmo aquele imposto pelo homem
Que cada vez mais
Perde o seu espaço
Pobres homens que a cada dia mais
Pensam conquistar com suas próprias mãos
Toda a ilusão dada pela vida
Pobres de nós
Que quanto mais amaduremos
Mais pensamos estar corretos
Quem mentiu para nós?
Quem sabe o mar e seus barcos
Ou as pessoas com suas vidas.
Talvez até o vento e os seus destinos
Que leva as águas e seus barcos
Que direciona nossas vidas
Que está sempre livre e esquece de si
Fazendo do mundo algo tão pequeno
E sendo assim
Cada vez mais limitado
Até mesmo para nós
Que acreditamos em mágica
Em verdades e mentiras
E no quão distante podemos ir
Por nossas ilusões mal criadas
E até por sonhos mal sonhados
E logo mal entendidos
Talvez por estupidez
Por falta de equilíbrio
E por pura humanidade
Afinal, sempre precisaremos desta.
terça-feira, 26 de março de 2013
#64
Longe daqui
Toda a inocência
Que havia naqueles olhos
E que todos admiravam
Não se sabe onde
Ou como se perdeu
Mas sabe-se que já não está mais lá
Sua direção não é a mesma
E parece que o principal
Perdeu completamente o sentido
Um sentido de pureza...
O coração se abre para ferir
Com a pequena desculpa
Que não passa de uma grande mentira
Que justifica o simples
A inocência que fora roubada
Longe das palavras e olhares
Entregues a carne
Que sem controle algum
Entrega seus maiores segredos
.... .... ....
Será que nossas palavras
Ainda conseguem explicar
Tudo o que se passa?
Parece que perdemos
A essência daquilo que somos
E não conseguimos mais encontrar
Ou talvez estejamos procurando
Algo que faça parte de outro alguém
Mas não do que realmente somos
Maldita incerteza
Que pairava sobre nossas cabeças
E que nada diziam
Que apareciam de repente
Na exatidão do equilíbrio
E nos derrubava no mesmo chão
Malditas ideias
Que se apartaram de mim
E me fizeram esquecer
Aquilo que eu sempre fui
Ou ao menos
Deveria ser.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
#63
Onde fica aquela vontade de chorar
Que se esconde
Bem quando mais desejamos?
Que pode expressar
Com apenas uma lágrima
Tudo aquilo que desejamos falar
Que retém dentro de nós
Sentimentos que por vezes
Nos destroem ou nos dão vida
Feliz tristeza fria...
Onde foi aquele cuidado
Que acaba com a tristeza
De mais uma criança
Ou o amor
Que sem qualquer esforço
Afaga nossas almas
Sem desperdício de tempo
Sem palavras necessárias
E que trazem de volta
Felicidades sem limites
Onde é que fomos parar
Ou o que de fato nos tornamos
Ao fechar de nossos olhos
Temos tanto para dar
Temos tanta capacidade
Pois sabemos ser melhores
Sendo exatamente aquilo que somos
Mas por proteção
Mal enxergamos
Por sempre estar com olhos fechados...
domingo, 3 de fevereiro de 2013
#62
Hoje em especial
Eu não falo apenas de um sorriso
Mas daquele sorriso que por sua vez
Que completa o meu
Que me ajuda sempre
A ter um pouco mais de paz
E a sonhar de forma inexplicável
Que me faz feliz
Simplesmente por ser como é
E por acreditar naquilo que sou
Sendo ou não o louco que digo ser
A dona desse sorriso
Gosta do sol e da luz,
Do que é culto e de mim
Do calor humano
E da frieza que convém
Quando se deve ou se merece
Acredita na felicidade
E me dá uma chance de da mesma
Todos os dias...
Quando diz que me ama
Quando acorda ao meu lado
E sorri, dizendo coisas enroladas
Ou com a cabeça em meu peito
É difícil explicar como em uma vida só
Aprendemos e desaprendemos
A maior arte que poderíamos
Não apenas arte de guerriar
Mas a simples arte
De amar e ser amado
São 365 dias
Exatamente 12 meses
Apenas 1 ano
De sonhos, verdades e amor.
Obrigado..
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
#61
Vivo neste lugar...
Onde as pessoas dormem de pé
Onde a cidade é vista em flashs
Onde a vida corre em círculos
A luz está sempre vindo
De encontro aos nossos olhos
E a paz é quase imperceptível
Muitas pessoas no mesmo plano
Muitos olhos virados para nós
Mais uma vez o tempo está a nos engolir
As horas não parecem estar ao nosso favor
Não sabemos oque tudo isso
Realmente importa para nós
Mas parece não fazer diferença
Indo e vindo
Assim como esperanças
Que vão e vem
Chegamos até a pensar
Que somos a cópia
De alguém que não conhecemos
Mas acho que essa parte...
...só diz respeito à mim
Nos encontramos em muitas palavras
Que em dia normal
Costumam não existir em nosso vocabulário
E a culpa é só nossa
Por este não ser extenso suficiente
E por não conhecê-las como deveriamos
Tornando-as cada vez mais
Longínquas e obsoletas
Bem como a simples vontade
De sonhar...de almejar
De dizer ou escrever
E quem sabe
Desistir daquele que não acredita.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
#60
O desafio muda a cada dia
E carregar nossas idéias
Torna-se bem mais complexo
Há quem possa crer
Mas também aqueles
Que pouco desejam saber ou entender
Que gritam ao seu redor
Que tiram seu foco
Que não acreditam
Afinal, vozes não sabem ouvir...
Elas são tão importantes
Que se ao menos soubessem
Se calariam por alguns minutos
E assim teriam grandes idéias
Como a de ganhar o mundo
De um jeito mais fácil
Não pela força
Nem pela sua altura
Mas com seu carisma
Ganhando sorrisos e felicidade
Mas ouvir a própria vontade
Mostra a falta de importância
Doada a cada um
Fazendo com que tudo
Permaneça em inércia
Em desânimo, sem esperanças
Acho que eu mesmo devo admitir
Que não consigo mais
Com as forças que me foram dadas
Só nos resta seguir em frente
Encarar oque ali está...
Tentar esquecer a dor das palavras
...é o início de mais um dia...
Não sabemos oque esperar
E não temos mais surpresas
Mas sabemos oque guardamos dentro de nós.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
#59
É um início triste
De mais uma música
Que não conseguimos parar de ouvir
E que nos contamina aos poucos
Que não nos faz mal algum
Mas do contrário disso
Nos permite o auto conhecimento
Você enxerga o seu âmago
Como nunca imaginou
E descobre que oque tem ali
Coisas boas e ruins
Talvez por isso
A existência do medo,
Da descoberta adiada
Por existir o medo
De uma suposta mudança
Que ocorre todo segundo
Não por questão de mágoas
Pois tanto as doadas quantos as recebidas
Ensinam a viver cada vez mais
Mas por uma questão
De descoberta de capacidades
E de permissão a si mesmo
Afinal...o que somos nós
Tantas coisas boas e ruins
Que fica difícil de ouvir a própria voz
No meio de tantas outras
Chegamos à determinados lugares
Em que a desistência da audição
Nos vence por poucos pontos
Fazendo esquecer então
Cada minuto passado
Que só aquelas músicas
Sabem e podem nos levar
À esperanças...
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