terça-feira, 15 de janeiro de 2013

#56


Há um tempo atrás
Li que deveríamos
Abraçar os nossos sonhos

Ouvi dizerem por várias vezes
Que eu não deveria
Desistir daquilo que eu mais queria

E que deveria lutar
Não importava o quanto
Mas que eu deveria vencer

Por tantas vezes eu tentei
E por muitas tive êxito
Mas  as glórias perderam o brilho

A maioria delas esquecidas
Guardadas em algum baú
Que com um pouco de esforço

Conseguimos encontrar e abrir

Pedia tanto aos céus
E esquecia-me de muito
Daquilo que tenho hoje

Sempre me perdendo
Pelas coisas que os olhos vêem
E logo passam a desejar

Sem qualquer controle
Como se estivessem famintos
Desejando tudo oque não deve

Sem controle do próprio ego
Com medo do  interior
E me assustando com oque está aqui fora

Então me recolho à mim

E quanto mais vejo oque temos por dentro
Mais me assusto, mas não fujo
Passando lutar com o impossível

Mantendo um controle temporário, imperfeito, cego
Mas sem agredir oque está fora

Conseguindo alguns sorrisos
E fazendo destes
Os meus simples sonhos

Os quais não me canso de sonhar.

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