sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

#61


Vivo neste lugar...


Onde as pessoas dormem de pé
Onde a cidade é vista em flashs
Onde a vida corre em círculos

A luz está sempre vindo
De encontro aos nossos olhos
E a paz é quase imperceptível

Muitas pessoas no mesmo plano
Muitos olhos virados para nós
Mais uma vez o tempo está a nos engolir

As horas não parecem estar ao nosso favor

Não sabemos oque tudo isso
Realmente importa para nós
Mas parece não fazer diferença

Indo e vindo
Assim como esperanças
Que vão e vem

Chegamos até a pensar
Que somos a cópia
De alguém que não conhecemos

Mas acho que essa parte...
...só diz respeito à mim

Nos encontramos em muitas palavras
Que em dia normal
Costumam não existir em nosso vocabulário

E a culpa é só nossa
Por este não ser extenso suficiente
E por não conhecê-las como deveriamos

Tornando-as cada vez mais
Longínquas e obsoletas
Bem como a simples vontade

De sonhar...de almejar
De dizer ou escrever
E quem sabe

Desistir daquele que não acredita.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

#60


O desafio muda a cada dia
E carregar nossas idéias
Torna-se bem mais complexo

Há quem possa crer
Mas também aqueles
Que pouco desejam saber ou entender

Que gritam ao seu redor
Que tiram seu foco
Que não acreditam

Afinal, vozes não sabem ouvir...

Elas são tão importantes
Que se ao menos soubessem
Se calariam por alguns minutos

E assim teriam grandes idéias
Como a de ganhar o mundo
De um jeito mais fácil

Não pela força
Nem pela sua altura
Mas com seu carisma

Ganhando sorrisos e felicidade

Mas ouvir a própria vontade
Mostra a falta de importância
Doada a cada um

Fazendo com que tudo
Permaneça em inércia
Em desânimo, sem esperanças

Acho que eu mesmo devo admitir
Que não consigo mais
Com as forças que me foram dadas

Só nos resta seguir em frente
Encarar oque ali está...
Tentar esquecer a dor das palavras

...é o início de mais um dia...

Não sabemos oque esperar
E não temos mais surpresas
Mas sabemos oque guardamos dentro de nós.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

#59


É um início triste


De mais uma música
Que não conseguimos parar de ouvir
E que nos contamina aos poucos

Que não nos faz mal algum
Mas do contrário disso
Nos permite o auto conhecimento

Você enxerga o seu âmago
Como nunca imaginou
E descobre que oque tem ali

Coisas boas e ruins

Talvez por isso
A existência do medo,
Da descoberta adiada

Por existir o medo
De uma suposta mudança
Que ocorre todo segundo

Não por questão de mágoas
Pois tanto as doadas quantos as recebidas
Ensinam a viver cada vez mais

Mas por uma questão
De descoberta de capacidades
E de permissão a si mesmo

Afinal...o que somos nós

Tantas coisas boas e ruins
Que fica difícil de ouvir a própria voz
No meio de tantas outras

Chegamos à determinados lugares
Em que a desistência da audição
Nos vence por poucos pontos

Fazendo esquecer então
Cada minuto passado
Que só aquelas músicas

Sabem e podem nos levar

À esperanças...


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

#58


Poderia escrever qualquer palavra
Que magoasse ou lhe tirasse o sorriso
Mas isso acabaria por tirar também o meu

Aprendi que o teu sorriso
Só existe quando você ganha
Mas que tudo tem o seu tempo

Esteja na terra ou no mar
Dando ou não os seus ouvidos
O tempo tem tentado explicar-te

Quanto já foi vivido
Para que fosses tolo o suficiente
E não percebesse que existem espinhos a sua volta?

Muitos que te amavam
Saíram feridos pelas tuas palavras
E hoje preferem se afastar

Para que não se machuquem mais

Seus ouvidos cansaram de ouvir
O sim desistiu de aceitar
E o não, não quer mais disso

Há limites para tudo
Então permita-se quem quiser
Mas os meus ouvidos

Não deixam mais magoar o meu coração

Eles ja tentaram demais
Entender tudo aquilo
Que a lógica e a razão não enxergam

Tentaram entender
O que de fato dói
E por que só eu me importo

A questão é que aprendemos
A nos respeitar cada vez mais
Até percebermos que somos alguém

E que ninguém tem o direito
De destruír sonhos sejam de quem for
Pois também acredito
Que TODOS tem o direito

De serem felizes como bem quiserem

Eu não sei oque você fez
Com as chances que teve
Mas sei que você fez o seu caminho

E infeliz ou não
Com sucessos ou não
A sua vida foi você quem fez

...Jamais diga por simplesmente dizer
Ou respire somente por respirar
Apenas sorria quando existir felicidade
E mesmo que não seja a sua
Alegre-se com aqueles que a compartilha com você. ..

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

#57


O tempo voa...


E as palavras ditas
Parecem não envelhecer
Tendo valores como relíquias

Guardadas em nossas mentes
Divididas entre a mais dura razão
E sentimentos que o coração afirma

Sempre pensei que
Através de um conjunto de palavras
Pudéssemos ir mais longe

E descobri que podíamos ir à muitos lugares

Um jeito de sair deste plano
E encontrar tudo aquilo que se desejava
E jamais poderia...

É tão bom estar aqui

Esquecer do tempo
Das horas que passam por nós
Que só deixam histórias para contar

Lembrar oque cada música representa
O que cada poema significa
E o que cada palavra pode resumir


Letra após letra


Tudo funcionando como códigos
Que transformados em melodias
Tornam nossos dias bem interessantes

Não importando que seja um após outro
E oque as rotinas venham nos dizer
Afinal quem as permite somos nós

Donos de nossas incoerências
Das horas vividas e as vezes mal entendias
Por escolhas bem ou mal feitas

Então descanso em pensamentos...

Me deixando voar assim como o tempo
Sem me importar, ou procurar
Um caminho por onde devo ir

Mas com certezas que não me deixa enganar











terça-feira, 15 de janeiro de 2013

#56


Há um tempo atrás
Li que deveríamos
Abraçar os nossos sonhos

Ouvi dizerem por várias vezes
Que eu não deveria
Desistir daquilo que eu mais queria

E que deveria lutar
Não importava o quanto
Mas que eu deveria vencer

Por tantas vezes eu tentei
E por muitas tive êxito
Mas  as glórias perderam o brilho

A maioria delas esquecidas
Guardadas em algum baú
Que com um pouco de esforço

Conseguimos encontrar e abrir

Pedia tanto aos céus
E esquecia-me de muito
Daquilo que tenho hoje

Sempre me perdendo
Pelas coisas que os olhos vêem
E logo passam a desejar

Sem qualquer controle
Como se estivessem famintos
Desejando tudo oque não deve

Sem controle do próprio ego
Com medo do  interior
E me assustando com oque está aqui fora

Então me recolho à mim

E quanto mais vejo oque temos por dentro
Mais me assusto, mas não fujo
Passando lutar com o impossível

Mantendo um controle temporário, imperfeito, cego
Mas sem agredir oque está fora

Conseguindo alguns sorrisos
E fazendo destes
Os meus simples sonhos

Os quais não me canso de sonhar.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

#55


Sem palavras para começar...

Apenas a decepção
Pelas meias palavras ditas
De forma pobre e infeliz

Poderia traduzir aquela voz
Num pouco daquilo
Que lembrava violação

Me parece tão fraco
Que não vale apena
Magoar-se com tão pouco

Tão pouco de mim...

Que viria a me entristecer
Caso este viesse a ser
Tudo aquilo que sou hoje

Ação que causa reação
Não deixando escolhas
Se não por um coração

Que bate e nos torna mais humanos

Que nos faz fortes
Para enfrentar dia após dia
O fardo de dormir e acordar

Sem saber oque a manhã guarda
Se sol, chuva, flores, tempestades
Sempre estaremos a espera

Mas nem sempre teremos
As respostas que procuramos
Sejam elas quais forem

Só nos resta esperar...

Para que faça sol ou chuva
Ou qualquer coisa que por fim
...nos traga respostas.

Poderíamos esperar
Que estas viessem sim
Dos olhos de alguém

Mas na maior parte do tempo
Estes mesmos olhos
Se fazem fechados

Mostrando a verdade
E que esta pouco importa
Se perdendo em silêncio

Nos mantendo inertes.